Volkswagen up! GTI: mas que grande pequeno carro!
O pequeno citadino da Volkswagen recebeu o tratamento GTI e não podia ter ficado melhor. Numa altura em que as marcas olham para os motores de baixa cilindrada como a solução para as emissões, é bom saber que algumas ainda se importam com as sensações ao volante.
45 anos de experiência
O primeiro GTI viu a luz do dia em 1976, com a primeira geração do Golf e tornou-se um sucesso instantâneo. Não só o Golf era um bom ponto de partida, como a modificação para uma versão mais picante o tornou ainda mais atrativo. Motor bastante compacto num carro leve – era um 1.6 litros com 110 cavalos para um peso de 832 kg – era a receita para excelentes prestações para a época. Mais de 180 km/h de velocidade máxima e menos de 9 segundos dos 0 aos 100. São números que não impressionam muito nos dias de hoje, mas certamente que a sensação era muito mais intensa dado que era chapa e pouco mais.
Iguais mas diferentes
45 anos depois, temos uma versão GTI de um citadino que assim à partida não tem nada a ver com o GTI original, mas se começarmos a analisar os números as parecenças começam a surgir. Para começar, na potência. Não é um 1600 de cilindrada atmosférico, naturalmente, mas é um 1000 auxiliado por um turbo. A potência é superior em 5 cavalos e, apesar de ser 150 kg mais pesado a velocidade máxima é de 196 km/h. Já o sprint é igual: 8,8 segundos.
O que é diferente, e para melhor, é a qualidade e conforto. É natural que, 45 anos depois, qualquer carro seja melhor que o equivalente da década de 70 e até de outros. A tecnologia é melhor, a técnica e os materiais também e o próprio consumidor também é mais exigente. Tanto que este up! GTI traz, por exemplo, câmara de marcha-atrás cuja imagem aparece no pequeno ecrã da consola central. Não esperava e fiquei surpreendido… e intrigado. Não é como os ecrãs a que estamos habituados, cheios de polegadas, mas tem uma qualidade muito boa.

O conforto também me surpreendeu pela positiva, apesar das jantes de 17 polegadas com um pneu de baixo perfil. A afinação desportiva do carro não foi exagerada e rola bastante bem, tirando os maiores buracos. Esses “magoam” um bocado. Mas as imperfeições normais da estrada são absorvidas na boa. Ao volante, apesar de não dar para o regular em profundidade, a posição de condução é fixe. Digo fixe porque não é como estarás habituado, mas é divertida. Temos mesmo a sensação de que o carro é relativamente pequeno – apesar de caberem 4 pessoas e uns sacos de compras – mas de uma forma divertida. Conduz-se muito bem o raio do carro!
Por fim
Resta-me falar de mais duas coisas: o consumo e o preço. Duas coisas que também me surpreenderam. O consumo, dado o carro ter um motor pequeno e ser leve, é natural que seja baixo se andarmos devagar Não é fácil, confesso, porque até o próprio barulho convida a acelerar. O carro é extremamente divertido, pá! Mas em auto-estrada, a cerca de 100 km/h, fez 5,5 litros. Já em cidade, com uma condução normal, andou pelos 6,1. Nada mau! Se o conduzires com mais calma, estes valores são capazes de descer mais um “niquinho”.
O preço é 20.192€, o que me parece muito adequado para um carro bastante exclusivo, que tem tudo o que precisas, desde tecnologia q.b. como emparelhamento com o smartphone através de uma app, a sistemas de segurança como lane assist e reconhecimento dos sinais de trânsito, tudo num carro bastante compacto (3,6 metros de comprimento) e um design cheio de estilo com uma herança que não é para qualquer um. Ter um destes na garagem seria uma excelente decisão.
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