Ensaio Sprint: Dacia Jogger Hybrid
Aos já conhecidos argumentos de peso do preço extremamente apelativo e dos sete lugares do Jogger, a Dacia adicionou recentemente um terceiro, o da já obrigatória eletrificação. O familiar, aventureiro e versátil Jogger é, na verdade, o primeiro modelo híbrido da marca, apostando em tecnologia já utilizada em modelos da Renault. Tudo isto por menos de 30 mil euros.


Longe vão os tempos em que o imbatível preço dos modelos da Dacia era o seu maior argumento e que víamos com surpresa cada vez mais automóveis novos da marca romena nas nossas estradas. A Dacia é, atualmente, um tremendo caso de sucesso. E numa abrangente gama composta por modelos que procuram responder a vários tipos de necessidades e utilizações, o Jogger destaca-se por ser a proposta mais indicada para as famílias mais numerosas ou para quem o muito espaço de carga é absolutamente essencial.


Tudo muito fácil no maior dos Dacia
Neste segundo teste com o mais recente modelo da Dacia – depois de ensaiada a versão equipada com motor 1.0 TCe, a gasolina – foquei-me em testar aquilo que é a grande novidade, a inclusão de uma motorização híbrida que promete consumos baixos, bem como uma elevada taxa de utilização do motor elétrico, especialmente em ambiente citadino. A tecnologia híbrida combina um motor a gasolina com um par de motores elétricos e ainda com uma inovadora transmissão automática. A bateria tem 1,2 kWh de capacidade e não tem qualquer influência negativa na habitabilidade deste familiar de 7 lugares.


Esta solução híbrida tem sido criticada por alguma falta de suavidade de funcionamento da caixa. Mas a verdade é que as transições só são mais bruscas durante as acelerações mais exigentes, como numa ultrapassagem. Em condução moderada e a ritmo do dia-a-dia, as passagens de caixa mal se fazem sentir e a facilidade de utilização rapidamente salta à vista. Nota igualmente positiva para a facilidade com que o sistema regenera energia nas desacelerações e travagens. Desta forma é possível manter, quase sempre, uma reserva de pelo menos 50% do nível de carga da bateria caso seja necessária mais potência.
Consumos baixos são trunfo do Jogger Hybrid
Mas mais surpreendente do que a condução fácil, versatilidade de utilização, bom conforto e comportamento seguro que já lhe reconhecíamos de contatos prévios, é a eficiência demonstrada pelo propulsor híbrido que se destaca. Não me foi de todo difícil manter o computador de bordo com uma média abaixo de 4,5 lt/100 km, tendo inclusivamente feito um percurso misto com um total de 150 quilómetros com uma média final de 4 litros “aos cem”. Sim, é verdade que com a lotação esgotada seria difícil atingir estes registos, mas isso é uma consequência de que todos os motores sofrem, híbridos ou não. E os 140 cavalos, mesmo sem deslumbrarem devido ao perfil relaxado e eficiente da transmissão, dão ao Jogger um andamento mais do que à altura do esperado.


A introdução de um propulsor híbrido dá ao Jogger mais um pilar sobre o qual se pode sustentar e igualmente promover como uma das mais apelativas propostas do mercado. A eletrificação junta-se, assim, à versatilidade de uma terceira fila de bancos – de fácil acesso e útil para as grandes famílias – e que pode ser “substituída” por um grande espaço de carga, bem como ao ainda mais valorizado argumento do preço tipicamente Dacia. Este Jogger Extreme Hybrid com 7 lugares e com elementos de equipamento como por exemplo o cartão mãos-livres, ar condicionado automático, infotainment com replicação de smartphone, câmara traseira e cruise control – apenas para mencionar alguns – tem um preço de 28.850 euros. De momento, não há mesmo outro automóvel como este.